Projeto em Lisboa permite que pets visitem tutores internados: impacto surpreende equipe médica

Três hospitais de Lisboa implementaram um projeto inovador que permite a visita de animais de estimação a pacientes internados. Desde dezembro, a Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental (ULSLO) autorizou a entrada de cães e gatos para visitar seus tutores durante o período de hospitalização, com resultados descritos como “excelentes” pela equipe médica.

 

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Cão de suporte em hospital: Foto: Abraão Bruck/CMBH

Como funciona a visita de pets em hospitais de Lisboa

A iniciativa abrange os hospitais Egas Moniz, Santa Cruz e São Francisco Xavier, todos pertencentes à ULSLO. O projeto foi proposto pelo Núcleo de Humanização da unidade, coordenado pela enfermeira Elsa Carmo, com o objetivo de proporcionar conforto emocional aos pacientes durante momentos de fragilidade.

As visitas são voltadas principalmente para internamentos prolongados, com duração superior a sete dias. Segundo a enfermeira Elsa, os animais funcionam como “terapeutas silenciosos“, ajudando na recuperação dos pacientes e lembrando-os do “mundo lá fora”.

Desde o início do programa, mais de dez visitas já foram realizadas em diferentes serviços das unidades hospitalares, com impactos significativos na saúde física e emocional dos pacientes.

No Brasil: Pets poderão visitar pacientes em hospitais, é o que propões lei. Veja aqui

Regras para permitir a entrada de animais no hospital

Para garantir a segurança e o bem-estar de todos, a ULSLO estabeleceu um protocolo rigoroso que deve ser seguido durante as visitas. O processo começa com a manifestação do desejo do paciente em receber seu animal ou, em casos onde o próprio não consegue decidir sozinho, por solicitação dos familiares.

Entre as regras estabelecidas estão:

  • Apresentação de uma declaração veterinária (com prazo máximo de uma semana) comprovando que o animal está vacinado, desparasitado e não possui doenças contagiosas
  • Solicitação formal por escrito, que passa pela aprovação do diretor clínico, médico responsável e gestor de enfermagem
  • Obrigatoriedade de um kit de limpeza com toalhitas para limpar as patas e sacos para recolher excrementos
  • Os animais devem estar devidamente identificados
  • As necessidades fisiológicas dos pets devem ser feitas antes de entrarem nas instalações

Após cada visita, as salas são devidamente desinfetadas e todos os presentes devem lavar as mãos, seguindo protocolos sanitários rigorosos.

Veja: Hospital da Bahia ganha nova cão terapeuta: conheça a Mel!

Benefícios comprovados para os pacientes

De acordo com Elsa Carmo, os resultados observados têm sido impressionantes. A presença dos animais de estimação desperta nos pacientes “um sentido de responsabilidade e uma missão“, motivando-os a melhorar para retornarem para casa.

Entre os benefícios relatados pela equipe médica estão:

  • Redução da dor e da tensão arterial
  • Diminuição dos níveis de stress e ansiedade
  • Combate à tristeza, solidão, isolamento e depressão
  • Melhoria na comunicação – em alguns casos, pacientes afásicos voltaram a falar após a visita de seus pets

“Um animal de quatro patas também faz parte da terapia”, afirma Elsa, destacando o papel fundamental que os pets podem desempenhar no processo de recuperação. A administração dos hospitais tem demonstrado grande abertura para medidas de humanização como essa, reconhecendo seu valor terapêutico.

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